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O retorno do corpo a praça

O retorno do corpo à praça

 

 

Este mês apresento juntamente com uma serie de artistas colaboradores o projeto Mono-blocos: Ação, Interação e Intervenção na Praça no Circuito SESC de Artes em São Paulo. É a terceira vez que participo do circuito, a primeira vez foi 2006 com a Cia Mário Nascimento e a segunda em 2011 com o trabalho “O Corpo é a Mídia da Dança? Outras Partes”. È bom retornar ao circuito SESC com um trabalho que é resultado da participação em projetos como Circuito, mas outros como festivais de dança em paisagens urbanas e vários outros festivais no Brasil e outros países que se interessam por realizar apresentações de dança em espaços das cidades.

 


Mono-blocos é a etapa de uma reflexão que teve o seu inicio no momento que foi necessário dançar na cidade, rolar no piso duro, experimentar os volumes e texturas da praça, negociar com a horizontalidade e com a verticalidade da cidade, mas também negociar com o histórico técnico/político/social corporal de cada um, e as possibilidade de interação e sobrevivência de um corpo na interação com a arquitetura física e social das praças ocupadas por festivais e programas artísticos. 

Questões como: que projeto de obra é possível expor na praça/cidade? Que tipo de relação é possível estabelecer? Quais recursos técnicos corporais como vestimentas, pisos e proteções são necessários acionar para executar com segurança a proposta? Temos formação para ocupar a cidade? E que corpo resulta da interação com a cidade? Como um corpo treinado em salas de aula simétricas, previsíveis e seguras durante toda uma vida são afetados pela fricção corpo cidade?

 

Bom, continuo pensando, mas a noção de AMBIENTE parece ser cada vez mais útil. A pesquisa me levou a considerar como ambiente o espaço (físico e social), o sistema técnico corporal (Hip Hop, Parkour, Skate, Ballet seja quais for) e a biografia do sujeito (o seu histórico bio/psico/social), a resultante é a corporeidade, ou seja, não é possível passar ileso pela experiência da cidade, ou melhor, do espaço, afinal mais do que dança e cidade a questão é corpo é a espaço.




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Vanilton Lakka
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